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Comércio Exterior

Máquinas: mercado começa a reagir
24 de Setembro de 2019

Informações precisas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), divulgadas pela Agência Brasil, mostram que as vendas do setor entre janeiro e julho cresceram 5,8%. A balança comercial do setor teve saldo negativo de US$ 828,6 milhões em julho, o que representou recuo de 15,9% em comparação com o mesmo mês de 2018, mas as exportações cresceram, atingindo US$ 846,2 milhões. Por coincidência, também houve aumento de 24,1% em relação a junho. As importações igualmente cresceram em julho, 11,1% em relação a junho e 19,9% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

 

Para a Abimaq, o crescimento das exportações foi reflexo das vendas de máquinas e equipamentos para o Paraguai e para a Holanda, que juntos contribuíram para reduzir a queda acumulada em 2019, de -7,1% no semestre para -3,2% até o mês de julho. As vendas para a América Latina, que, no passado, chegaram a superar a marca de 50% do total exportado, vêm apresentando retração contínua e, em 2019, chegaram a 31,9%. Tal redução deve-se à crise pela qual passa o mercado argentino, que respondia por 15% das vendas externas nacionais em 2017 e, neste ano, deve chegar a 6%. Como a Argentina decidiu pedir moratória, adiando o prazo de pagamento de parte de sua dívida de curto prazo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) e outros credores, o país terá ainda de renegociar as dívidas de médio e longo prazos e, por conta disso, o setor de máquinas espera para este ano um crescimento entre 3% e 4% apenas.

 

Diante desses números, o que se conclui é que, em 2019, a exemplo de anos anteriores, o Brasil continuará a vender mais commodities, setor que em 2018 já foi responsável por 65% das exportações.

 

Fonte:A Tribuna

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