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Focus: mercado reajusta previsão de alta do PIB de 0,91% para 0,92% em 2019
04 de Novembro de 2019

BRASÍLIA - Após a reunião de política monetária do Banco Central na semana passada, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2019. Conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta segunda-feira, 04, pelo Banco Central, a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 4,50% ao ano. Há um mês, estava em 4,75%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 4,50% ao ano, ante 5,00% de quatro semanas atrás. No caso de 2021, a projeção passou de 6,38% para 6,00%, ante 6,50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 seguiu em 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas antes. Na semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano. Foi o terceiro corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que "a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional, de igual magnitude". O próximo encontro do Copom ocorre em dezembro e será o último do ano. Para o início de 2020, porém, a sinalização é de que o corte pode ser menor ou nem mesmo ocorrer. No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 4,50% ao ano, ante 4,75% de um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 4,00% ao ano, ante 4,50% de quatro semanas atrás. A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 6,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes.

 

PIB 2019

 

A expectativa de crescimento da economia em 2019 passou de 0,91% para 0,92%, Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,87%. Para 2020, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), em 2,00%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar. Em setembro, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,8% para elevação de 0,9%. No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 seguiu em baixa de 0,73%. Há um mês, estava em baixa de 0,65%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,10% para 2,06%, ante 2,29% de quatro semanas antes. A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 foi de 56,30% para 56,20%. Há um mês, estava em 56,10%. Para 2020, a expectativa foi de 58,00% para 58,15%, ante 58,30% de um mês atrás.

 

IPCA

 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em outubro de 2019, em alta de 0,08%. Um mês antes, o porcentual projetado indicava inflação de 0,16%. Para novembro, a projeção no Focus foi de alta de 0,34% para 0,35% e, para dezembro, permaneceu em alta de 0,35%. Há um mês, os porcentuais de alta eram de 0,24% e 0,40%, respectivamente. No Focus de hoje, a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 3,55% para 3,58% de uma semana para outra - há um mês, estava em 3,51%.

 

Câmbio

 

O boletim Focus mostrou manutenção no cenário para o dólar norte-americano em 2019. A mediana das expectativas para o câmbio no fim deste ano seguiu em R$ 4,00, igual a um mês atrás. Para o próximo ano, a projeção para o câmbio permaneceu em R$ 4,00, ante R$ 3,95 de quatro pesquisas atrás.

 

Superávit comercial

 

O boletim Focus manteve a previsão de superávit comercial para este ano. Há um mês, a previsão era de US$ 50,55 bilhões. Já para 2020, a estimativa passou de US$ 47,50 bilhões para US$ 43,00 bilhões. Na estimativa mais recente do BC, o saldo positivo de 2019 ficará em US$ 43,0 bilhões. Esta projeção foi atualizada no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro. No caso da conta corrente, a previsão contida no Focus para 2019 foi de déficit de US$ 33,16 bilhões para US$ 34,40 bilhões, ante US$ 26,50 bilhões de um mês antes. Para 2020, a projeção de rombo permaneceu em US$ 38,00 bilhões. Um mês atrás, o rombo projetado era de US$ 33,00 bilhões. O BC projeta déficit em conta de US$ 36,3 bilhões em 2019. Para os analistas consultados semanalmente pelo BC, o ingresso de Investimento Direto no País (IDP) será mais do que suficiente para cobrir o resultado deficitário nos próximos anos. A mediana das previsões para o IDP em 2019 foi de US$ 80,35 bilhões para US$ 80,00 bilhões. Há um mês, estava em US$ 83,00 bilhões. Para 2020, a expectativa seguiu em US$ 80,00 bilhões, ante US$ 84,00 bilhões de um mês antes. O BC projeta IDP de US$ 75,0 bilhões em 2019.

 

IGP-M

 

A mediana das projeções do IGP-M de 2019 passou de 5,51% para 5,53%. Há um mês, estava em 5,18%. No caso de 2020, o IGP-M projetado permaneceu em alta de 4,07%, ante 4,02% de quatro semanas antes. Calculados pela Fundação Getulio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

 

FONTE: PORTAL TERRA

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