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Comércio Exterior

Balança Regional tem superávit de US$ 2,32 bilhões
20 de Janeiro de 2012

Mesmo com as importações quase dobrando, a balança comercial de 42 municípios da região Noroeste paulista fechou com superávit de US$ 2,32 bilhões (equivalentes a R$ 4,14 bilhões, ao câmbio comercial de ontem) no ano passado, o que representa uma alta de 8,3% em relação a 2010, quando fechou em US$ 2,14 bilhões. É o que revelam os dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).



O desempenho regional representa 7,7% do saldo da balança comercial nacional, que fechou o ano passado em US$ 29,79 bilhões. As exportações no País somaram US$ 256 bilhões e as importações totalizaram US$ 226 bilhões. As exportações dos 42 municípios totalizaram US$ 2,59 bilhões no ano passado, o que representa uma alta de 13,7% na comparação com o volume de 2010, US$ 2,28 bilhões. Os principais produtos regionais vendidos a países como Rússia, Bélgica e Belurus continuam sendo commodities, como carne bovina, suco de laranja e açúcar. Outros itens que estão na carteira são produtos ortopédicos, mel e mudas de plantas.



As importações totalizaram US$ 274,8 milhões no ano passado, contra US$ 140,9 milhões registradas no ano anterior, o que representa uma alta de 95% nesta comparação. Entre os produtos importados por empresas da região destacam-se partes para construção, máquinas e ferramentas e produtos químicos.



Câmbio segura exportações

Segundo a despachante aduaneira Yvanna Garcia, da Multiways, os destaques da região estão todos em produtos oriundos do agronegócio, como açúcar, carne e frutas, que salvaram a balança comercial regional. “



Justamente porque a concorrência mundial é menor. É quase uma missão ao Brasil produzir alimentos, mas acho que boa parte poderia sair daqui industrializados, para agregar mão de obra e valor e ajudar nossa indústria”, disse. Yvanna afirma que as perspectivas são otimistas. “Devemos manter esta linha de grandes exportadores de alimentos e importadores de matérias-primas e devemos ter um aumento de, no mínimo, 20% no saldo da balança”.



Catanduva é líder em vendas

Entre os exportadores, o grande destaque continua sendo Catanduva, que atingiu a cifra de US$ 685,1 milhões. O volume é diluído entre suco de laranja (US$ 275,3 milhões), açúcar (US$ 178,4 milhões) e café solúvel (US$ 59,1 milhões). Os maiores compradores dos produtos são: Bélgica, Estados Unidos e China. Quem mais vende para o exterior é a Citrovita, com US$ 363,8 milhões, seguida pela Usina São Domingos, com US$ 111,5 milhões) e pela NG Bioenergia, com US$ 81,0 milhões exportados no ano passado.



Em Barretos, a carne bovina domina a carteira exportadora, com US$ 370 milhões, entre carne desossada congelada, fresca e conservas. Os países que mais compram esses produtos são Rússia, com US$ 186,8 milhões, Hong Kong, com US$ 32,7 milhões, e Itália, com US$ 31,5 milhões. Os maiores exportadores são Minerva (US$ 339,5 milhões), JBS (US$ 68,4 milhões) e Minerva Dawn Farms (US$ 12,1 milhões).



Bebedouro, além de ser destaque entre os municípios importadores, figura entre os três maiores exportadores da região. Do total de US$ 266,2 milhões exportados, US$ 237 são relativos ao suco de laranja. O mel aparece em seguida, com US$ 9,6 milhões. Os maiores compradores são Bélgica (US$ 203,2 milhões), Estados Unidos (US$ 18,9 milhões) e Japão (US$ 15 milhões). As três maiores empresas exportadoras da cidade são Coibra-Frutesp, com US$ 255,1 milhões), Apidouro Comercial, com US$ 9,6 milhões e Delta, com US$ 1,2 milhões.



Rio Preto importa mais

Rio Preto é a cidade que mais importa em toda a região, tanto que a balança comercial fechou com déficit de US$ 30 milhões em 2011. Foram importados US$ 48,4 milhões e exportados US$ 18,3 milhões em 2011. Houve aumento de 17,7% nas importações em relação a 2010. O maior número de compras no exterior é de chapas, barras e outras partes de alumínio, destinadas à construção (US$ 7 milhões). Máquinas e ferramentas a laser respondem por US$ 3,7 milhões. Em seguida, aparece a compra de fluoreto de hidrogênio, com US$ 1,75 milhão.



O país campeão em vendas para Rio Preto é a China, com US$ 24,3 milhões, seguido pelos Estados Unidos (US$ 5,9 milhões) e Suíça (US$ 3,7 milhões). O levantamento do Ministério revela ainda que a Facchini é a maior importadora da cidade, com US$ 14,1 milhões. Em seguida, a Projeto Alumínio, com US$ 7,7 milhões, e a Braile Biomédica, com US$ 1,7 milhão.



Exportações

As exportações de Rio Preto totalizaram US$ 18,3 milhões, o que representa uma queda de 59% em relação ao total de 2010, quando foram vendidos US$ US$ 44,7 milhões. As maiores vendas foram de miudezas comestíveis de bovinos, com US$ 6,7 milhões, seguidas por aparelhos ortopédicos (US$ 2,2 milhão) e mudas de plantas ornamentais (US$ 1,7 milhão). Os maiores compradores são Hong Kong, Estados Unidos e Holanda.



Olímpia compra US$ 44 mi

Além de Rio Preto, outra cidade que se destaca em importações é Olímpia, que totalizou US$ 44,7 milhões em importações. Desse volume, US$ 43,1 milhões são de álcool etílico. Em seguida, aparecem partes de máquinas, com US$ 426,4 mil e outros tipos de polietilenos, com US$ 378 mil. Os maiores fornecedores são Estados Unidos, Itália e Alemanha. As maiores empresas importadoras são Guarani (US$ 43,2 milhões), Italcabos (US$ 1,3 milhão) e Kimberlit (US$ 189,9 mil).



Bebedouro também se destaca nas importações, com US$ 43,4 milhões. Os maiores vendedores são Rússia (US$ 25,5 milhões), Canadá (US$ 8,8 milhões) e Belarus (US$ 3,3 milhões). As compras se concentram em produtos químicos, como cloretos de potássio (US$ 18,8 milhões), nitrato de amônio (US$ 18,7 milhões) e ureia (US$ 2,9 milhões). A maior importadora da cidade é a empresa Fertilizantes Heringer, com US$ 42,3 milhões. Em seguida, aparece a Agroindústria Coinbra-Frutesp, com US$ 335,3 mil, e a BTK Martelos Hidráulicos, com US$ 199,3 mil.

 

Fonte: diarioweb
 

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